quarta-feira, 27 de maio de 2009

Chegando a Macondo

Todas às vezes que leio Gabriel Garcia Marquéz...
Chego a conclusão que estou concordando cada vez mais com o autor de "Cien Años de Soledad", me sinto como diante de um pelotão de fuzilamento, mas com o pensamento na lembrança do dia em que meu pai me levou para ver o gelo pela 1ª vez. E para me certificar dessa impressão retorno às suas leituras e compreendo que a verdade é que estou vivendo como alguém que ler e reler livros porque tem saudades dos personagens, porque vivo como essa leitora mais-que-fiel, espectadora de todos os acontecimentos que se desenrolaram de forma tão inexplicável, incrível e que culmiram na devastação daquele povoado, deste povoado que se encontra em cada um de nós todos e do que habita aqui dentro...
Em mim.
Entre experiências, impressões, pensamentos, esperanças, certezas e saudades.
Me pergunto: E se eu estiver mesmo em Macondo? Macondo...
Com suas águas transparentes moldando as pedras que mais parecem ovos de dinossauros, o clima agradável, as casinhas bancas, os pássaros que cantam ao meio-dia e fazem a vila parecer uma valsa, com seu cemitério virgem, os doces em formato de animais, os peixinhos de ouro, a Rua dos Turcos e a praça onde se instalavam os ciganos que vinham todo março.
E me respondo: Eis-me aqui, Macondo!
Mas aqui estou, corajosa, taciturna, solitária e decidida a ser a desbravadora da minha Macondo interior, depois de muitos anos descobrindo onde poderia chegar, muito tempo até decidir o momento de reler e de reescrever e publicar aqui o que descobri e construir esse povoado "dónde quiero llegar".
Aqui se encontra uma Mulher, sobretudo, disposta a se encarar como numa leitura, como que vislumbrando um painel, como nos dias de poesia ou nos dias de guerra. Com a única certeza que se teve até hoje: É sobre a simplicidade onde repousa o segredo da felicidade...
Sejam Bem-Vind@s!
Descubram-me!
Descubram-se...

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