Dia 20 foi o aniversário dele. E antes que eu me levantasse ele já tinha ido embora para onde não se sabe. Deixei o cartão que desejava-lhe um "feliz aniversário" debaixo de seu travesseiro, mas encontrei no chão: "no mexe mexe da noite deve ter caído". Então deixei em sua gaveta. Passou-se o domingo, tentei ficar bem e fiquei! Serena...
Ele chegou de onde não se sabe: taciturno, calado, inodor, incolor, insípido e deitou-se imediatamente, não ouvi o que falou, apenas deitou-se...
O outro dia era dia de trabalho: acordo logo, vou me embora correndo, sempre atrasada pela manhã...
Quando chego à noite, nem me lembrava mais...Estava lá dentro da minha gaveta jogado: um naco de papel e plástico queimados.
Será que abriu e leu? Será que do jeito que estava tocou fogo, incendiou? O que quis dizer esse incendiar? Eu não sofri. Ao contrário, cantei...Com o espírito leve de quem não sentiu ser queimada, ou com a experiência vivificada de que ser Fênix faz parte de mim.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
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